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« em: 2008-05-09 09:11:28 » |
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Pela primeira vez, o Estado é chamado à responsabilidade Os investidores portugueses lesados na fraude dos selos envolvendo a Afinsa e o Fórum Filatélico vão avançar com uma acção contra o Estado português. Em causa está o vazio legal existente durante os muitos anos em que cerca de 16 mil portugueses investiram mais de 86 milhões de euros nas duas empresas que foram declaradas falidas há dois anos.
"Vamos entregar, antes de Julho, uma acção junto do Tribunal Administrativo, com vista a apurar responsabilidades na falta de segurança e protecção jurídica dos investidores", disse ao DN Carmelinda Pinto, advogada que representa a Associação de Clientes Afectados em Portugal (ACAP).
Segundo esta jurista, o decreto-lei entretanto criado para regular o investimento em bens corpóreos reconhece, no preâmbulo, que a oferta daqueles serviços não se encontra sujeita a supervisão e que o diploma visa colmatar um insuficiente enquadramento legislativo.
Dois anos depois de rebentar o escândalo da fraude filatélica, lesados e associações de defesa de consumidores continuam envolvidos numa complexa batalha jurídica.
No caso dos cerca de seis mil clientes agrupados na ACAP, dos quais cerca de dois mil avançaram há um ano com uma acção administrativa conjunta junto do Ministério da Economia e Finanças espanhol, pretendendo o pagamento das rentabilidades garantidas, danos morais e juros de mora, a batalha vai dar mais um passo. Hoje vai ser entregue um recurso em Espanha, no contencioso administrativo da Audiência Nacional, que resultará na realização de um julgamento dentro de um mês. Como explicou Carmelinda Pinto, se a sentença não for favorável, avançam para o Supremo e estão dispostos a ir até às instâncias internacionais.
Estes dois mil clientes reclamam um valor que já anda perto dos 90 milhões de euros, onde se inclui uma outra acção (dos restantes quatro mil lesados da ACAP) que visa o pagamento do capital, junto do tribunal concursal (de insolvência).
Mas os clientes portugueses da Afinsa e Fórum Filatélico estão também representados pela Deco, numa acção penal conjunta contra os administradores da Afinsa, bem como a sua representação no processo concursal . Como explicou ao DN Paulo Fonseca, jurista da associação, neste momento subsistem ainda dúvidas sobre os montantes a devolver, reclamados por cada credor, decorrendo a fase de reconhecimento e impugnação desses valores. No caso do processo-crime, decorre ainda a fase de investigação.
No caso do Fórum Filatético, o processo envolvendo clientes portugueses - que reclamam cerca de 24 milhões de euros - decorre em Portugal, uma vez que a sua sucursal era portuguesa. Em relação à Afinsa os vários processos a decorrer em Espanha estão longe do fim. À medida que o tempo passa avolumam-se os juros e danos morais reclamados.
Em Portugal, dois anos após o início do processo, ainda é difícil contabilizar os portugueses que esperam pela justiça e os montantes crescentes de indemnizações.
DN 9/5 Bem podem esperar sentados
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« Responder #1 em: 2008-05-09 09:13:41 » |
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Bem podem esperar sentados E ainda bem, porque processar o Estado é processar-nos a todos nós, que tivemos o juízo de NÃO investir no Ponzi. Aliás, processar o Estado por falta de legislação ou protecção devia ser algo atirado fora instantaneamente.
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« Responder #2 em: 2008-05-09 09:22:43 » |
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Bem podem esperar sentados E ainda bem, porque processar o Estado é processar-nos a todos nós, que tivemos o juízo de NÃO investir no Ponzi. Aliás, processar o Estado por falta de legislação ou protecção devia ser algo atirado fora instantaneamente. Exactamente.Era o que mais faltava...já me aborrece profundamente outras situações para onde é canalizado parte do meu capital pelo Estado...
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« Responder #3 em: 2008-05-09 09:42:51 » |
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Agora o estado é que tem culpa dos "meninos" terem perdido dinheiro em investimentos especulativosn e de origem duvidosa?
Só aqui....
abraço
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« Responder #4 em: 2008-05-09 09:47:50 » |
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bem... è verdade que a Afinsa estava a funcionar e ALGUEM fechou aquilo!! Nao foi por falta de pagamentos das suas responsabilidades (juros) que a mesma fechou!
Sem estar a defender ninguem, quem regula, deve ser responsabilizado e premiado pela sua competencia...
Caso contrario para que serve o regulador???
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« Responder #5 em: 2008-05-09 09:54:56 » |
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bem... è verdade que a Afinsa estava a funcionar e ALGUEM fechou aquilo!! Nao foi por falta de pagamentos das suas responsabilidades (juros) que a mesma fechou!
Sem estar a defender ninguem, quem regula, deve ser responsabilizado e premiado pela sua competencia...
Caso contrario para que serve o regulador??? Os Ponzis funcionam excelentemente até rebentarem. Um Ponzi lento como a Afinsa/Fórum, pode durar muitas décadas, porque é fácil de obter um crescimento das entradas de dinheiro suficiente para pagar juros relativamente baixos durante muito tempo.
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« Responder #6 em: 2008-05-09 10:05:22 » |
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tudo bem...desde que fosse ela mesma a estourar por si!
ali nao foi o que aconteceu... Alguem "indignado ou com dor de cotovelo" com poderes para tal resolveu fechar o dito "Ponzi"...
Atenção que falamos de algo que teve honras de estado... não achas que isto so por si, transmite confiança aos investidores?
Mas ó Inc,
que dizer dos bancos e o sub-prime?
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« Responder #7 em: 2008-05-09 10:16:05 » |
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ali nao foi o que aconteceu... Alguem "indignado ou com dor de cotovelo" com poderes para tal resolveu fechar o dito "Ponzi"...
Não foi o que aconteceu, e ainda bem, porque se existiu uma falha foi em demorarem tanto a fechar aquilo. Quanto mais tempo demora um Ponzi a ser fechado ou a estoirar, mais pessoas são prejudicadas. que dizer dos bancos e o sub-prime? Deviam sofrer as consequências. Os accionistas perdiam tudo, os obrigaccionistas perdiam muito, os executivos perdiam os postos, e nos casos em que se provasse má fé, perdiam a liberdade. Não faltaram criminosos nesta crise.
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« Responder #8 em: 2008-05-09 10:26:30 » |
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Nao discordo com nada do que disseste.
No entanto ninguem gosta de perder dinheiro... e só o dão como perdido quando se esgotam as possibilidades de o recuperar...
È evidente que o Estado tem a faca e o queijo na mao para se livrar desta trapalhada, mas nunca recorrendo á moralidade...
Eticamente é responsavel pelo que aconteceu, e se teve a coragem e o dever para por termo á situação deveria tb sentir-se responsabilizado pelo que deixou acontecer...e de certa forma PROMOVEU com as ditas CONDECORAçÕES, transmitindo ao consumidorr que era tudo GENTE de BEM...
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« Responder #9 em: 2008-05-09 10:36:55 » |
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Atenção que falamos de algo que teve honras de estado... não achas que isto so por si, transmite confiança aos investidores? Olha que essas Honras de Estado foram espanholas. Não me lembro de Honrasde Estado portuguesas quando estudei o assunto.
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« Responder #10 em: 2008-05-09 10:40:08 » |
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A actividade da Afinsa em Portugal foi regulada e autorizada por alguem! Esse alguem pertencia á esfera Estatal!
Acho que com isto ja disse tudo...
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« Responder #11 em: 2008-05-09 10:55:45 » |
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As pessoas sabem muito bem onde estão a meter o dinheiro. Têm liberdade e optam em consciência.
Muitos dos investidores sabem que aquilo é uma pirâmide e sabem que podem sair a ganhar ou a perder. Quem não sabe não se devia meter nisto, na bolsa ou seja no que for de investimento que não seja um banco normal e com um produto normal. Quem arisca pode usar apostas, casino ou Euromilhões e nunca algo como isto.
É verdade no entanto que o Estado não se pode abstrair de regular, mas nesse caso deve ser prejudicado quem ganhava dinheiro em ordenado para actuar e não actuou. O Estado em si trabalha com pessoas e essas pessoas é que devem ser prejudicadas e não todos nós. inclusivamente quem patrocinou e esteve do lado disto também deve perder tudo.
Nos bancos o esquema é diferente. Vejamos o BCP, precisa de aumentos de capital constantes, de empréstimos obrigacionistas constantes. Está óbvio o que aquilo é e ninguém faz nada. Só que em relação ao BCP existe legislação específica e quando rebentar o Estado poderá ser chamado a pagar porque não actua. Aquilo é também uma pirâmide óbvia mas regulada e como tal o Estado já deve ser responsabilizado.
No caso dos bancos que em todo o mundo andaram a vender papel, devem ser os seus accionistas que responderiam não ~só com o capital mas também com todo o lucro que tiveram ao longo dos anos. é criminoso e não acho que seja a sociedade a ter de pagar por eles. Existem regra e leis e eles obviamente não as estão a cumprir.
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« Responder #12 em: 2008-06-29 09:18:11 » |
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Saudações!! Lesados pela Afinsa desesperam pelo dinheiro
JOANA DE BELÉM Porto. Associação espanhola quer convénio em vez da liquidação da empresa
Lesados pela Afinsa desesperam pelo dinheiro ACLA acredita poder devolver investimento ao final de dez anos Os investidores portugueses lesados na fraude dos selos envolvendo a Afinsa e o Fórum Filatélico ainda não sabem se hão-de decidir pela liquidação ou por um convénio que lhes permita, no prazo de dez anos, receber a quase totalidade do dinheiro que investiram na empresa onde há dois anos rebentou o escândalo da fraude filatélica.
Ontem, no Porto, a espanhola ACLA - Associação contra a liquidação da Afinsa, realizou uma sessão de esclarecimento onde defendeu o convénio em vez da liquidação da empresa, o que permitiria receber a maior parte do investimento feito, mas apenas ao final de dez anos. Segundo este plano de viabilidade, em cinco anos seria possível pagar 50% do capital em dívida e, ao fim de outros cinco, o restante em falta, mas, segundo alguns presentes, "não explicaram como".
A Associação dos Clientes Afectados em Portugal (ACAP) - que já anunciou a intenção de mover, até Julho, uma acção contra o Estado português pelo vazio legal existente durante os muitos anos em que cerca de 12 mil portugueses investiram 100 milhões de euros nas duas empresas -, teve uma das posições mais críticas. "O que estão a fazer neste esclarecimento é pró-Afinsa, não querem que a empresa seja liquidada e vêm apresentar um plano de viabilidade sobre o qual dizem que não dão as explicações todas aos clientes porque senão estão a dar o ouro ao bandido", disse Carmelinda Pinto. A causídica, que representa os associados da ACAP - metade dos 12 mil credores portugueses - diz não ter saído esclarecida sobre as opções que terá posteriormente de comunicar aos seus clientes.
Um dos credores presentes disse ao DN que está ainda indeciso entre as duas opções à vista. "Se optarmos pela liquidação recebemos uma parte ínfima do que investimos mas, por outro lado, a opção do convénio permitirá, à partida, receber quase tudo, mas é um processo que vai ser longo e não há garantias...", disse, admitindo a dúvida. "O que eu quero é dinheiro", disse ainda uma outra credora que viu o seu investimento (cujo valor não quis precisar) desaparecer: "Não sei que decisão tomar, só sei que preciso do dinheiro."
"O meu caso não é dos piores, investi 10 mil euros em selos mas o que eu quero saber é como é que mos vão pagar e fiquei sem perceber isso", referiu mais uma credora, que como alguns outros, acabou por sair, pouco esclarecida, antes do final da sessão promovida pela ACLA. Um abraço, JR
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« Responder #13 em: 2008-06-29 09:35:55 » |
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As pessoas não têm a obrigação de serem especialistas em tudo, há áreas em que o estado tem de servir de advogado de todos nós, tem de regulamentar e tem de obrigar a que haja informação que a pessoa média possa usar para fazer escolhas em consciência
O principal culpado aqui é o estado.
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« Responder #14 em: 2008-06-29 10:41:41 » |
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O Estado tem alguma culpa porque criou entidades nas quais existem pessoas que ganham todos os meses dinheiro para estas coisas não acontecerem, e essas pessoas não fizeram nada. Sim, nesse âmbito o Estado tem culpa.
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« Responder #15 em: 2008-06-29 13:50:14 » |
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O principal culpado aqui é o estado. mas qual culpado? culpado que não sei quantos otários vão a correr meter dinheiro em algo que dá juros GARANTIDOS superiores ao mercado bancário? isso é a mesma coisa que sempre que alguém é enganado que se vá pedir contas ao Estado! já agora processem o Estado os lesados pela Dona Branca! já agora o pessoal que comprou casa e que agora não consegue vender sequer pelo preço de compra também vai processar o Estado! peçam contas à Afinsa, de resto os únicos culpados são as pessoas que investiram pois não tiveram o discernimento correcto ao investir...
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« Responder #16 em: 2008-06-29 13:56:39 » |
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Camisa, tens razão excepto numa questão: o Estado entretanto gastou do nosso dinheiro dos impostos para criar organismos para prevenir este tipo de situações. A partir desse momento o Estado tem culpa do ponto de vista que esses organismos não funcionaram.
De resto, no âmbito do liberalismo as burlas também são crimes contra a propriedade, se o Estado defende a propriedade, tem que atacar esses crimes, e se não o fizer está a falhar.
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« Responder #17 em: 2008-06-29 14:09:06 » |
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De resto, no âmbito do liberalismo as burlas também são crimes contra a propriedade, se o Estado defende a propriedade, tem que atacar esses crimes, e se não o fizer está a falhar. concordo plenamente, por isso mesmo o Estado deve agora punir a Afinsa e apurar as responsibilidades dos seus gestores e puni los de acordo
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« Responder #18 em: 2008-06-30 11:23:32 » |
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Concordo com quem diz que as pessoas devem ser responsáveis pelos seus actos mas neste caso concreto acho que o Estado/Estados (português e espanhol) deve ser chamado à pedra pois este ponzi tem contornos obscuros Desde falta de regulação até legitimação institucional. É preciso dizer que estes criminosos (este tipo de crime está tipificado no site do FBI) "trabalharam" às claras durante quase 3 décadas e que a administração fiscal espanhola demorou anos em auditorias até chegar à inevitável conclusão. O homem máximo da Afinsa, por exemplo, era consultor do rei de Espanha. Toda esta gente se movimentava muito bem junto de altas instâncias e só rebentaram porque devem ter-se metido com alguém ainda mais poderoso que os amigos.
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« Responder #19 em: 2008-06-30 11:29:21 » |
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Atenção que falamos de algo que teve honras de estado... não achas que isto so por si, transmite confiança aos investidores? Olha que essas Honras de Estado foram espanholas. Não me lembro de Honrasde Estado portuguesas quando estudei o assunto. O Albertino de Figueiredo (acho q é este o nome), fundador ou um dos fundadores da Afinsa, foi condecorado pelo Sampaio
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