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Metro do Porto fechou exercício com resultado negativo de 122 milhões de euros

Sónia Santos Pereira e Sílvia de Oliveira com Tiago Freire  
07/03/07 17:55


A Metro do Porto encerrou o exercício de 2006 com um resultado líquido negativo de 122,15 milhões de euros, que passará para o ano seguinte na conta de resultados transitados, de acordo com o relatório e contas hoje divulgado.

Este resultado decorre do forte investimento realizado na construção da rede, da ordem dos 301,5 milhões de euros, elevando o total investido no projecto desde o seu arranque a 2.031 milhões de euros.
      
O resultado verifica-se quando a empresa concluiu a primeira fase da construção da rede, que tem agora 60 quilómetros de extensão e cerca de sete dezenas de estações.
      
Em 2006, o Metro do Porto transportou cerca de 40 milhões de clientes, o que representa um crescimento da ordem dos 100 por cento relativamente ao ano anterior e corresponde a uma média diária global de 105.856 validações de bilhetes (128.547 em dias úteis).
      
Em resultado da maior taxa de ocupação média verificada, constata-se uma melhoria significativa da cobertura dos custos das vendas e prestações de serviços, que apresenta agora um rácio de 50 por cento.
      
A empresa teve no exercício proveitos e ganhos da ordem dos 46,2 milhões de euros, dos quais 26,25 milhões directamente da prestação de serviços de transporte.
      
Durante o exercício, a empresa inaugurou duas novas linhas e troços, nomeadamente a Linha Vermelha (Pedras Rubras/Póvoa de Varzim), a 18 de Março, e a Linha Violeta (Pedras Rubras/Aeroporto).
      
Foram também inaugurados os segmentos entre as estações Fórum Maia e ISMAI (Linha Verde) e as estações Pólo Universitário e Hospital de S. João, na Linha Amarela.
      
Para a conclusão integral e definitiva da construção da rede adjudicada em 1998 fica apenas a faltar (embora já fora da primeira fase de construção) a ligação entre o ISMAI e a Trofa, que aguarda "luz verde" do Governo.
 



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