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A Sonaecom considera que o Governo está publicamente mais comprometido em assegurar que a Portugal Telecom (PT) se disponha realmente a competir num mercado aberto, pelo facto de ter preferido o projecto da operadora nacional em vez do da empresa liderada por Paulo Azevedo.
No primeiro comunicado divulgado depois dos accionistas da Portugal Telecom (PT) terem, no passado dia 2 de Março, rejeitado desblindar os estatutos da empresa, o que inviabilizou a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom, a empresa afirma que, "para os consumidores, é ainda possível extrair algum benefício de todo este longo processo", que durou 13 meses, uma vez que "a administração da PT viu-se forçada a fazer algumas promessas que, desde que cumpridas pelos meios adequados, permitirão introduzir mais concorrência no mercado das telecomunicações em Portugal".
Afirmando não ter qualquer ilusão "sobre qual será a tendência natural do incumbente", a Sonaecom considera que "será preciso estarmos vigilantes" e diz que exigirá "dos reguladores e do Governo o desempenho de uma rigorosa tarefa de fiscalização dos processos necessários para se operar a separação total de redes, a separação vertical no âmbito da rede fixa abrangida pela concessão pública e a criação de concorrência no acesso aos conteúdos".
"Ao Governo, aliás, incumbe, neste domínio, uma especial responsabilidade. Tendo preferido o outro projecto, assumindo que as vantagens para os consumidores seriam em qualquer caso alcançadas, fica publicamente ainda mais comprometido: cabe-lhe, de modo ainda mais premente, assegurar que a PT se disponha realmente a competir num mercado aberto", sustenta.
O comunicado da Sonaecom acrescenta ainda que "terminou, deste modo, um projecto em cujas virtualidades a Sonaecom continua a acreditar: continuamos convencidos de que, do ponto de vista da criação de valor para os accionistas da PT, para os consumidores e para o país, a nossa proposta era seguramente a melhor".
"O nosso interesse estratégico na sua evolução saiu reforçado, e continuará a ser, de forma ainda mais intensa, o destinatário dos nossos investimentos, da nossa energia e da nossa capacidade de inovação", conclui o documento.
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