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O presidente executivo do BPI admite que, pessoalmente, preferiria continuar a trabalhar com os actuais accionistas, entre os quais se destaca o La Caixa, do que com quaisquer outras pessoas.
Questionado sobre se preferiria que fosse o La Caixa a controlar o BPI, em vez de um banco português, Fernando Ulrich afirmou que só pode falar em termos pessoais, mas admitiu que o primeiro cenário é o que mais lhe agrada."Tenho mais confiança gosto mais dos métodos de trabalho", justifica Ulrich, sublinhando que, pessoalmente, não tem nenhuma dúvida de que prefere "trabalhar com as pessoas com quem trabalha".
Lembrando que, para controlar o banco, onde há um limite dos direitos de voto de 17,5%, qualquer entidade tem de lançar uma oferta de compra sobre a totalidade do capital, o presidente do BPI afirmou ainda que não o preocupa o reforço da participação da caixa de aforro catalã.
"Não me preocupa mesmo nada. É até motivo de orgulho para o BPI captar o interesse de uma entidade tão forte, prestigiada e implantada em Espanha", sublinhou Ulrich, na conferencia de imprensa de apresentação de resultados anuais.
Ulrich qualifica o La Caixa, cuja relação com o BPI teve início em 1995, como "um excelente accionista, um excelente parceiro, que tem apoiado os projectos do banco quer nos momentos bons quer nos menos bons".
Recordou ainda que desde o início que o grupo financeiro catalão dizia que "queria ter uma participação accionista no BPI como a que tem agora". O La Caixa, recorde-se, já controla 25% do capital do BPI e está autorizado a reforçar até aos 30%.
A natureza jurídica do La Caixa, que impede que este seja comprado por outra entidade financeira, tem sido levantada por alguns observadores, mas este argumento é rebatido por Ulrich ao afirmar que se, hipoteticamente, fosse o Citigroup, o BBVA, o Itau ou Santander, dificilmente podiam também ser comprados.
Lembrando uma declaração de início de mandato do primeiro-ministro, José Sócrates, de que a prioridade era "Espanha, Espanha e Espanha", Ulrich defendeu que é "é muito bom para o BPI ter um parceiro como o la Caixa", quando se constata que a integração das economias ibéricas é cada vez maior.
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