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A MonteAdriano Engenharia e Construção estima mais do que triplicar este ano o volume de negócios em Angola, ultrapassando os 50 milhões de euros, avançou hoje o presidente da empresa.
Em entrevista à Lusa, Alípio Monte confessou-se "muito satisfeito" com o dinamismo do mercado angolano, que é actualmente o principal mercado externo da construtora sedeada na Póvoa de Varzim, seguido de Cabo Verde, Roménia, Marrocos e Angola.A empresa (que resultou da fusão da Sociedade de Empreitadas Adriano com a Monte&Monte) espera manter-se este ano, à semelhança de 2006, no ritmo dos 300 milhões de euros de facturação global anual, com a diferença de que o volume de negócios de origem internacional alcançará os 30%.
"Estamos muito bem implantados e a trabalhar já há algum tempo em Angola [desde 2000], o ano passado facturámos 16 milhões de euros e em 2007 contamos conseguir 50 milhões de euros", estimou Alípio Monte, explicando que para alcançar estes resultados, a empresa deslocou "muito equipamento" para aquele mercado.
Entre 2005 e 2006, precisou o presidente da MonteAdriano Engenharia, a empresa especialista em estradas e infra-estruturas investiu cerca de 3 milhões de euros naquele país.
No ano passado, exemplificou, foi constituída a MonteAdriano Agregados Angola, para desenvolver a actividade de produção e comercialização de inertes naquele país, tendo já para o efeito, em plena laboração, duas centrais de britagem, uma em Huambo e outra em Benguela.
Para Alípio Monte, o mercado angolano é "a única hipótese de sobrevivência" de parte das empresas portuguesas, quer na área da construção civil, quer em qualquer outra área "porque o mercado angolano está apetecível, há muito trabalho".
Até 2010, embora condicionado pelo resultado das eleições angolanas, Alípio Monte acredita que o mercado angolano deverá "continuar a crescer".
"É um país com muitas potencialidades económicas: tem diamantes, tem petróleo e tudo o resto por desenvolver agricultura, minério. Está tudo por explorar", considerou.
Em Angola, trabalham para a MonteAdriano cerca de 250 pessoas, dos quais 25 a 30 são de nacionalidade portuguesa, e os restantes de origem angolana, mas com formação dada pela empresa.
Apostada em levar o seu 'know how' em estradas e infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento para o resto do mudo, a MonteAdriano iniciou este ano também operações em Espanha (onde abriram uma sociedade com uma empresa espanhola de Pontevedra) e esperam facturar neste primeiro ano 4 milhões de euros.
"Espanha é um mercado muito complicado e competitivo, mas surgiu-nos a oportunidade e decidimos aproveitá-la", justificou Alípio Monte, acrescentando que a empresa também tem estado a concorrer em obras na Argélia (em consórcio com a Teixeira Duarte).
Até ao fim do ano, esperam ainda crescer na Europa de Leste, aproveitando o facto de já estarem na Roménia e expandindo a sua actividade para os países vizinhos.
"Bulgária deverá ser o próximo destino até ao início de 2008, com a montagem de um estaleiro na capital, em Bucareste", acrescentou.
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