Collapse
Comunidade
O presidente do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) anunciou hoje, no Porto, uma nova estratégia daquele organismo centrada na promoção da inovação e na assistência empresarial.
Inserida na nova aposta do ministério da Economia nas pequenas e médias empresas (PME), hoje assumida pelo ministro Manuel Pinho, esta nova estratégia do IAPMEI motivou uma alteração do logótipo do instituto e da própria designação do organismo, com o último 'I' da respectiva sigla a deixar de significar Investimento para passar a referir Inovação."É o início de uma terceira geração do IAPMEI, que começou por ter uma vocação Industrial, passou depois para o Investimento e aposta agora na Inovação", afirmou o presidente Jaime Andrez.
Falando durante a assinatura de mais de 100 contratos de investimento com PME, ao abrigo do PRIME, Jaime Andrez salientou que o IAPMEI pretende ser "cada vez mais um parceiro estratégico das empresas e dos empresários na sua componente de inovação e internacionalização, com vista a um aumento da produtividade, competitividade, crescimento e competências".
"Queremos e vamos ser a agência pública de excelência do ministério da Economia a ajudar as PME nas suas estratégias de crescimento e internacionalização", sustentou Jaime Andrez, adiantando que o IAPMEI dará "prioridade ao acompanhamento personalizado das empresas com potencial de crescimento e à intervenção na envolvente do empreendedorismo e da inovação".
A presidir à cerimónia de assinatura dos contratos de investimento com PME, e fazendo um balanço dos cerca de dois anos de vigência do novo PRIME, o ministro da Economia destacou que este programa de incentivos às empresas "multiplicou e focou melhor os recursos disponíveis, disponibilizou jovens técnicos para refrescar a capacidade de gestão das PME e criou instrumentos para as empresas nascentes".
"Os dados disponíveis dão-nos razões para estarmos confiantes. Temos um percurso difícil à nossa frente, mas podemos lá chegar", afirmou Manuel Pinho, destacando as PME como "peça central da estratégia" do seu ministério.
Em declarações aos jornalistas, o ministro referiu os "resultados positivos" obtidos nos dois anos de Governo e em que está à frente do ministério da Economia, particularmente no domínio das PME.
"Foram trazidos grandes investimentos no sector da energia, onde foram resolvidos casos complicadíssimos e onde Portugal se colocou na vanguarda da União Europeia em diversos indicadores, nomeadamente nas energias renováveis", disse.
Isto apesar de, continuou, quando chegou ao Governo ter encontrado "uma situação muito complexa, com um défice orçamental estimado em 6,5% e a economia estava a crescer em terreno negativo".
Lançado em Julho de 2005 e com as candidaturas terminadas no final de 2006, o novo PRIME canalizou mais de 1.500 milhões de euros de incentivos públicos às empresas, com prioridade para a inovação, internacionalização e formação.
Durante esse período, aprovou 4545 projectos, no valor de 8.077 milhões de euros, correspondentes a incentivos de 1.718 milhões de euros.
Dos incentivos atribuídos, 119 milhões de euros respeitaram a projectos de internacionalização, 115 milhões a inovação e 138 milhões a formação.
Entre os projectos aprovados, 676 estavam ligados à área de investigação & desenvolvimento empresarial, tendo-lhes sido atribuídos incentivos de 91 milhões de euros correspondentes a um investimento total de 266 milhões de euros.
"Em 2006 foram aprovados o dobro dos incentivos à I&D relativamente aos seis anos anteriores", salientou o gestor do PRIME, Nelson Souza, destacando ainda a aposta nos projectos ligados à formação profissional.
Por regiões, o PRIME aprovou 310 projectos no Norte, 375 no centro e 788 na região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo o tempo médio de decisão quanto à aprovação ou não das candidaturas decrescido de 166 para 124 dias.
Os projectos aprovados no âmbito do novo PRIME apontavam ainda para a criação de 13 502 postos de trabalho, cerca de 1,5 vezes mais do que a média do período 2000-2005.
Na cerimónia de hoje no Porto foram contratualizados 101 dos projectos de investimento aprovados ao abrigo do novo PRIME, no valor de 60 milhões de euros, com um incentivo associado na ordem dos 15 milhões de euros e que vão gerar 650 novos postos de trabalho.
Foram ainda atribuídos 33 prémios de boa execução (que prevê a conversão de subsídios reembolsáveis em subsídios a fundo perdido para novos investimentos) a projectos no montante de 85 milhões de euros, a que correspondeu um incentivo de 23 milhões e que criaram 780 empregos.
Comentários
Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Publicidade
Collapse
Última Hora
- 17:49
"Há um ataque ao Governo e às altas figuras da Justiça" - 17:40
Novabase estreia-se nos dividendos, paga 0,5 euros por acção - 17:35
Concorrência diz que não há cartelização nos combustíveis - 17:30
Dívida dos países do sul da Europa dá sinais de bonança - 17:25
Função Pública convoca greve para 4 de Março - 17:05
“Primeiro-ministro ensaiou imagem de vitimização” - 16:56
Euro mais forte depois de 4 sessões a desvalorizar
Collapse








