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Angola/Aviação

"Dores de cabeça" da TAAG começaram com rescisão da manutenção na França

Tiago Figueiredo Silva  
06/07/07 21:17

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A Transportadora Aérea Angolana (TAAG) considerou hoje em Luanda que os problemas da companhia surgiram quando esta decidiu rescindir o contrato de manutenção dos seus aviões, por razões económicas, com a França optando pela África do Sul.

A consideração foi feita pela directora do Gabinete de Comunicação e Imagem da TAAG, Agnela Barros em declarações à Televisão Pública de Angola noticiadas pela Lusa.

"O mais engraçado é que os problemas surgiram depois que decidirmos cortar com a França. Mais concretamente fazíamos a manutenção das nossas aeronaves em França, mas deixamos de o fazer, não porque houvesse qualquer motivo especial, mas preferimos fazer na África do Sul porque em termos económicos é muito mais barato", afirmou Agnela Barros, directora do Gabinete de Comunicação e Imagem da TAAG.

Em declarações à Televisão Pública de Angola, a responsável afirmou que foi a partir desse momento que "começaram as dores de cabeça" para a companhia.

A mesma fonte afirmou ainda que enquanto a companhia funcionou com os velhos Boeing 707 nunca houve problemas, mas que começaram a surgir com os novos 747.

"Durante o tempo em que tínhamos os aviões (velhos), que foram comprados em segunda mão, e enquanto a manutenção foi feita em França nunca houve problema nenhum, nunca houve inspecção nenhuma, estava tudo muito bem, era tudo muito normal", afirmou.

Agnela Barros acrescentou que depois da TAAG ter iniciado as manutenções na África do Sul, incluindo a formação do seu pessoal, começaram a surgir as inspecções.

Apesar de ter rescindido com a França em termos de manutenção, a TAAG manteve o apoio da transportadora aérea francesa (Air France) na elaboração dos manuais da aviação.

"O mais interessante no meio disso tudo é dizerem que nós não temos manuais, mas temos cá um representante da "Air France há quatro anos e ele é que elabora os nossos manuais", disse Agnela Barros.

A responsável referiu que "desde sempre a TAAG teve a noção de que tinha limitações, não sabe tudo, e precisa dos outros".

"Sempre trabalhámos com as outras companhias aéreas. Foi nesta base que durante muito tempo estivemos a trabalhar com Portugal e depois passámos para a França", frisou.

A Transportadora Aérea Angolana adquiriu em Novembro passado vários aviões do tipo Boeing, entre os quais o 777, que segundo a directora é um aparelho "extremamente sofisticado e completamente informatizado".

A TAAG foi proibida pela Comissão Europeia de sobrevoar o espaço europeu devido a falhas de segurança detectadas pela França, decisão que entrou hoje em vigor.



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