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O índice de crescimento anual do agregado monetário M3 da Zona Euro situou-se nos 9,7% no mês de Dezembro, para o nível mais alto dos últimos 17 anos, o que pode levar o BCE a continuar a subir as taxas de juro.
A média trimestral nos últimos 12 meses do agregado monetário M3 ascendeu a 9,2% de 8,8% em Novembro, segundo dados do Banco central Europeu.Numa sondagem realizada pela Reuters, entre 44 economistas, previa-se uma desaceleração deste agregado para 9,1%, pelo que os números superaram as expectativas dos analistas.
O BCE presta muita atenção aos agregados monetários - dinheiro disponível rapidamente para a compra de bens - que considera um indicador adiantado da inflação.
No seu último boletim mensal, a entidade assegurou que os riscos para a estabilidade de preços se encontram "em alta" e que a política monetária "segue em níveis acomodatícios" já que as taxas de juro continuam situadas "em níveis baixos". O BCE indicou ainda que tanto os agregados monetários M3 como o crescimento do crédito são indicadores que sugerem esses riscos.
No passado trimestre - de Setembro a Novembro - a massa monetária cresceu 8,8% à taxa anual, face a um aumento de 8,4% entre Agosto e Outubro.
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