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Os trabalhadores norte-americanos são os mais produtivos do mundo, seguidos pelos irlandeses, embora a produtividades esteja a aumentar rapidamente na China e em boa parte da Ásia, anunciou hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT) citada pela Reuters.
Ao analisar o trabalho por hora, em vez do total de horas trabalhadas, a Noruega é a mais produtiva, seguida pelos Estados Unidos e França. O relatório da OIT é publicado a cada dois anos e a maior parte do último documento é baseada em dados de 2006.
"A diferença no ranking pode ser explicada pelo facto de que o número de horas trabalhadas anualmente por pessoa empregadas é consideravalmente mais alto nos EUA do que na maioria das economias europeias", sublinha o relatório.
A Irlanda ficou em segundo lugar quando a produtividade é medida em termos do total de horas trabalhadas, subindo duas posições em relação ao relatório da OIT de 2005. O país detém a quinta posição em termos de produtividade por hora, subindo uma posição perante a classificação anterior.
A França, onde o presidente Nicolas Sarkozy está a flexibilizar as regras que reduziram o número de horas semanais para uma média de 35 horas, perdeu uma posição face ao relatório de 2005 considerando-se o rendimento total de horas trabalhadas e um degrau quanto ao trabalho por hora.
Entre as nações industrializadas, os números da OIT mostram que a melhoria da produtividade no longo prazo foi mais marcante na Europa Oriental e no Japão do que nos Estados Unidos.
O crescimento médio anual da produtividades nos Estados Unidos foi de 1,7% entre 1980 e 2005, se considerado o total de horas trabalhadas ou por hora.
Embora muito atrás, o crescimento da produtividade é mais rápido na China e outras partes do leste da Ásia. Mesmo com dados incompletos, o relatório aponta basicamente que o crescimento da produtividade quase duplicou no leste da Ásia na última década, informou a OIT.
Em 2006, a produtividade cresceu 3,3% a nível global, 2,1% para os países industrializados e 8,5% no leste da Ásia, uma região dominada pela China.
A OIT revelou igualmente que o desemprego no mundo voltou a cair, de 6,4% para os 6,3% em 2006 e que a agricultura não é mais a fonte dominante de emprego no mundo, mesmo sendo a actividade principal numa pequena parcela dos países em desenvolvimento.
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