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O novo telemóvel da Apple chega a Portugal no primeiro trimestre de 2008. A TMN já iniciou contactos para garantir o produto que está a mudar a forma de usar o telemóvel.
A TMN é a única operadora móvel portuguesa em negociações com a Apple para garantir a exclusividade do iPhone no mercado português, cujo lançamento deverá acontecer em Março de 2008.“A TMN está já há algum tempo em conversações com a Apple a propósito da comercialização do iPhone”, garantiu ao Diário Económico fonte oficial da operadora da PT, que está “interessada em comercializar o iPhone em exclusivo em Portugal”.
Embora a Apple não faça qualquer comentário a esta questão, o Diário Económico sabe que a Vodafone Portugal e a Optimus ainda não entraram em conversações com a empresa. Ao adiantar-se no processo, a TMN pretende garantir o exclusivo de um telemóvel que, nas mãos de uma operadora rival, poderia ameaçar a sua liderança do mercado português.
No entanto, a Optimus não pretende sair da luta antes do tempo. A operadora da Sonaecom deverá tentar aproveitar as sinergias que tem com a Orange, da France Telecom, caso se confirme que esta chegou a acordo com a Apple para comercializar o iPhone na França.
No entanto, é para a Vodafone que muitos têm apontado como operadora preferencial, devido à extensa cobertura na Europa. A exclusividade do iPhone iria dar-lhe a oportunidade de assaltar a liderança da TMN. O atraso nas negociações pode inverter a tendência de aproximação à TMN, que já conseguiu quebrar a exclusividade do ‘smartphone’ Blackberry, conquistada pela Vodafone há dois anos.
Nenhum dos analistas contactados pelo Diário Económico quis comentar o impacto provável do iPhone no mercado português, havendo mesmo quem acredite que o aparelho será irrelevante na distribuição de quotas de mercado.
No entanto, o ritmo sensacional de vendas do iPhone nos Estados Unidos indica outra direcção. As negociações da TMN com a Apple vão claramente no sentido de explorar a onda de euforia mundial perante o primeiro telemóvel da companhia de Steve Jobs.
“O iPhone, dado o seu grau de diferenciação, pode vir a revelar-se uma oportunidade garantida de fortalecimento do segmento pós-pago”, explica fonte oficial da TMN, uma vez que a assinatura mensal é a estratégia seguida pela Apple com o iPhone. Embora o mercado português seja dominado pelo pré-pago, a TMN acredita que pode fazer vingar “ofertas competitivas dirigidas a clientes que valorizem, sobretudo, o acesso ao e-mail e à Internet em mobilidade”.
A única certeza que existe até ao momento é de que Portugal não terá um único iPhone nas lojas antes de Março de 2008. A prioridade da Apple é agora o lançamento nos três mercados europeus que irão ditar o sucesso ou o fracasso do iPhone: Reino Unido, França e Alemanha.
Prevê-se para Novembro a chegada do aparelho, que se especula poder ser um modelo 3G, mas os pormenores oficiais ainda estão em segredo.
Segundo publicou o Financial Times, a Apple terá chegado a acordo com a O2 no Reino Unido, a Orange na França e a T-Mobile na Alemanha, mas nada é oficial. Ao contrário do que se chegou a especular, a Vodafone não parece estar a caminho de um contrato válido para a Europa.
O país com mais telemóveis que habitantes
No dia em que a Apple se debruçar sobre o caso português, vai perceber que não pode incluí-lo num lote indiferenciado de pequenos mercados. Há mais assinaturas de serviços móveis que habitantes. Quase 80% dos clientes usa uma invenção nacional, o cartão pré-pago. E todos estão habituados a mudar de operadora quando lhes apetece. Estas premissas vão de encontro à estratégia que a Apple adoptou nos Estados Unidos: quem compra um iPhone é forçado a assinar um contrato com a operadora At&T durante dois anos, com um preço mensal que ronda os 50 euros. Além das especificidades do mercado português, a Apple vai também perceber que não é alvo de um culto tecnológico, como acontece noutros países. Até há bem pouco tempo, a empresa não tinha um escritório de representação em Portugal, o que espelha o carácter residual dos seus negócios no país. A Apple IMC Portugal não foi ainda informada acerca da estratégia a seguir para o iPhone no mercado e o mais provável é que as negociações sejam feitas directamente entre a Apple Europa, sediada em Londres, e as três operadoras nacionais de telecomunicações móveis.
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